sábado, 2 de maio de 2015

Doce Infância (ao avesso)
Daniele Souza15:21 0 comentários

Há algum tempo escrevi o texto Doce Infância, onde eu dei destaque ao lado bom de ser criança e a importância de não deixar nossa criança interior morrer. Pois bem...
Infelizmente (ou felizmente), quando estamos defendendo algo às vezes deixamos de lado certos pontos importantes, para que de fato, possamos defender nosso ponto de vista com foco.
Diante da repercussão da discussão sobre a possibilidade de diminuição da maioridade penal, venho hoje colocar esses certos pontos os quais deixei de lado no último texto.
Não me impressiona nada ver uma grande quantidade de pessoas (inclusive políticos) defendendo a diminuição da maioridade penal num país onde, pela lógica dessas pessoas, é muito mais fácil tirar os "bandidos" da rua e amontoa-los numa cela com a doce ilusão de que dessa forma o problema de todos com a violência será solucionado. Não sou nenhuma expert do tema, e nem preciso ser para afirmar que não se resolve problema algum tratando a consequência, ignorando sua causa. 
Não me impressionada nada ver pessoas defendendo a diminuição da maioridade penal, num país onde, em plena era da informação, ainda há aquela grande parcela de pessoas que optam por reproduzir informações (ou seria desinformações?), num país onde a mídia ainda faz a cabeça das pessoas facilmente, e neste caso, faz questão de explorar de maneira negativa a imagem de pessoas em conflito com a lei. 
"Vagabundo! Preferiu ganhar dinheiro fácil, traficando, roubando, à estudar", é uma das frases que mais ouço quando se fala neste assunto.

Repito: nada disso me impressiona. Pois sei, que é muito mais fácil julgar o outro sem conhecer sua realidade (fazemos isso o tempo inteiro), sem pensar, que elementos de fato, contribuiu para a construção daquela pessoa. Ninguém é o que é "porque sim", ninguém faz o que faz "porque sim".
Para um jovem da periferia*, que não tem base familiar estruturada, que não tem quem o incentive para ir à escola e passa o dia alheio nas ruas, alguém "de maior" se aproxima e faz a cabeça desse jovem, o convida pra fazer algo que "vai dar dinheiro". Quem vai dizer a ele que esse caminho é roubada? Não é uma questão de escolha para ele, que muito provavelmente não tem quem o olhe, quem o aconselhe. Ele simplesmente acredita que é o único caminho. E vai.
Lá se foi mais uma criança perdida para o crime.
Parece que a doce infância
Ficou amarga.

O que aconteceu com esse jovem, pode ter sido o mesmo que aconteceu com seus pais. Seus futuros filhos (se ele chegar a ter), provavelmente irão seguir o mesmo caminho. É um ciclo vicioso.
É negligência, antes de tudo, do Estado pois o Estado deve assegurar boa educação e boa qualidade de vida à todos, de modo igualitário, entretanto não o faz. O Estado falhou com este jovem e quer falhar mais uma vez, o colocando atrás das grades, onde possivelmente, irão trata-lo pior que bicho. E ao invés de ressocializa-lo, irão forma-lo um criminoso de alto potencial.

Não defendo que pessoas em conflito com a lei (seja jovem ou adulto) permaneça impune. Defendo que, no caso do adulto, haja de fato uma política de ressocialização e reintegração dentro dos presídios, e isso não se faz em presídios super lotados e com más condições, tanto dos detentos permanecerem lá, quanto dos funcionários trabalharem. Isso é o que mais acontece, infelizmente.
No caso do jovem, defendo a política de medidas socioeducativas, que embora não seja 100% eficaz, dá a oportunidade do jovem pagar pela sua infração e repensar seu ato, trazendo a possibilidade de não voltar a comete-lo.
Tanto a ideia de ressocialização, nos presídios, como as medidas socioeducativas já existem, óbvio. O que coloco aqui é o cumprimento dessas ideias. Não são todos os lugares que funcionam e quando funciona não é  exatamente como poderia ser. Se realmente houver o melhoramento destes pontos, aliado ao melhoramento de outros pontos,  boa parte do problema seria solucionado, ou no mínimo, amenizado.

Diminuir maioridade penal, é cometer injustiça social com aquele jovem que teve sua infância violada pelo Estado e não tem quem olhe por ele.





*P.S. Só quero ressaltar que tomei como exemplo do jovem da periferia. Não generalizo que todo jovem da periferia comete crimes! Isso, segundo o meu ponto de vista, vai além de morar na periferia ou não, a base familiar e outras questões são decisivas. Jovens de classe média e alta também cometem crimes, entretanto, prefiro não aprofundar este viés, sobretudo porque, na questão discutida, todos sabemos que a classe média e alta não é afetada. A combinação: polícia corrupta + leis que não funcionam como deveriam + papai e mamãe com dinheiro no bolso... Por si só já explica.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Um gole de descontentamento
Felipe Vale09:12 0 comentários



Dose. No copinho. Onde? Naquela mesinha. Sim, todos os dias. Todos os dias sempre terá uma dose de descontentamento para se beber, naquela mesinha ignorada que temos em casa, no trabalho, ou seja em qual lugar for; sim, na mesinha, na mesinha projetada pela mente ou não necessariamente, mas sei que faz parte da rotina de muita gente, da minha pelo menos sim. Todo dia faço questão de beber a minha, mas eu não tenho culpa se a Dona Circunstância tem o prazer de me servir sempre que pode, eu não resisto e vou até a mesinha, pegar a minha dose gratuita. E vou falar, não sei se tem álcool mas tenho a plena certeza que já me viciei faz tempo, e sempre acabo tendo o efeito colateral de acabar descontente por acabar tomando meu gole de descontentamento. O gole de descontentamento que pede mudanças mais profundas. Mas por quê a Dona Circunstância sempre vem me visitar? Todo dia ela me conta uma historinha, as historinhas dos defeitos das pessoas, dos meus defeitos, dos defeitos do mundo, das coisas ruins que acontecem na nossa rotina, da minha preguiça, do meu acomodamento, e ela se aproveita, aproveita que sempre presto atenção e fico ali sem fazer nada, só observando e escutando os seus gestos, a sua maneira de me contar, e aí ela me prende na conversa com ela, a Dona Circunstância, inteligentíssima, me mantém no foco, traz a garrafa, parece um liquor, abre a tampa, e derrama com bastante cuidado todo o litro de descontentamento, para eu beber, enquanto ela me mostra o jeito que as coisas são, os jeitos que as coisas foram, e talvez o jeito como elas irão ser. E eu fico ali. Procrastinação, ela me disse. "Meu filho, você está procrastinando!" ela diz. Sei que não é isso que ela quer, ela quer que eu pare de me viciar no descontentamento, ela quer me tirar do vício, mas por quê ela me traz sempre o copinho e garrafa, me chama ali e eu fico. Ah, é tão acomodativo. O que eu não consigo é negar, ela me oferece a dose, ela não me obriga a tomar, e não há nada de errado em dizer não às vezes. Ela me oferece para me dar o maior conforto, mas sabe que não sou obrigado, afinal ela quer que eu mude, ela quer uma atitude. Uma atitude. Atitude? O que eu posso fazer? O que eu posso fazer para mudar? Por que é difícil parar de ser descontente com o mundo, consigo mesmo e beber uma dose de Atitude? I've been drinkin, I've been drinkin. Watermelon? Não hoje. Acho que já a pedi que me trouxesse Atitude alguma vez, de boa marca, mas talvez Circunstância está velha demais para ter me ouvido, ela já é idosa, talvez eu tenha que gritar ou apenas falar um pouco mais alto. De ficar descontente com tudo já estou farto, aquela dose diária já não me faz mais bem, deve ser um tipo de maconha, só que essa dose não me deixa no alto e sim mais no fundo do poço ainda. É hora de ir atrás de mudanças, é hora de experimentar novas doses melhores que essa, mas que me façam bem e me façam ir atrás do que eu chamo. Está todo mundo surdo, eu sempre chamo, eu juro. Ninguém escuta. Talvez seja porque eu fico ali no cantinho, na mesa, observando, escutando. Entorpecido. Prometo que vou gritar para um dose de Atitude das próximas vezes, e talvez deixar a mesinha ali, mas sempre bem acompanhado de Dona Circunstância, para que eu ajude a incrementar as historinhas e dar novos fins. Por favor, uma outra dose. De outra substância. Por favor.
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domingo, 5 de abril de 2015

IlusõeseõsulI
Felipe Vale07:04 0 comentários




Às vezes parece que o nosso organismo tenta se defender da (dura e cruel) realidade tentando estar high all the time, ou melhor dizendo, se entorpecendo de coisas fictícias o tempo todo. Quanto mais poético e utópico melhor. Esse tipo de defesa pode não ser a mais eficiente mas por que diabos vivemos se iludindo tão facilmente? Por que encarar a realidade é tão difícil? Aceitar, realmente não dói menos? Já li em muitos lugares que o nosso cérebro vive projetando momentos que gostaríamos que acontecesse e também nossos sonhos a maior parte do tempo. O que me intriga é que poderíamos fazer tais coisas acontecer, mas a verdade que ficamos no mesmo lugar, vivendo do ócio praticamente, apenas projetando e projetando e projetando ideias para não fazermos nada na prática. Temos uma chave e um cadeado, mas sempre temos preguiça de enfiar a chave na droga da fechadura. O humano e seu talento de se auto torturar sempre que pode. Será que faltam-nos incentivos? Ou força de vontade? Quem vence na vida realmente se destaca por motivos de ser privilegiado com atitudes que conseguem criar para se arriscar e tentar fazer as coisas acontecerem, mas a grande massa não. E se iludem, e se iludem, e se iludem, sonham, sonham, sonham... não fazem acontecer, não fazem acontecer, não fazem acontecer... opa, quebrou o disco? Não, é um círculo vicioso.
É um círculo vicioso.
É um círculo vicioso!!!!!!
É um cirículo...
vicioso...
vicioso.
v
i
c
i
o
s
o.
E repete.
O negócio é que difícil ir atrás do que queremos, porque se a ilusão já está causando um certo prazer, pra piorar ela já está ali, na sua mente, e um esforço mal se foi feito para tal fantasia estar ali. Ela já está ali, em questão de segundos você criar, com toda a bagagem que tem dentro de você. É tipo preparar um Toddy. Só adicionar duas colheres de chocolate, misturar o leite e pronto, tá ali. Que mente terrível. Agora, ir ao mercado comprar o Toddy, dá sempre mais trabalho, mas a gente a faz um esforço, aliás ainda dá pra comprar em meio a tanta inflação. Saindo da viagem do chocolate, o que eu estava dizendo é que é sempre difícil nos movermos pra fazer alguma coisa, a gente só vai quando as coisas estão chegando ao fim da linha e aí a necessidade nos dá um empurrão. É preciso ir atrás dos nossos sonhos enquanto há tempo, depois pode ser tarde demais. É preciso parar de se iludir, é preciso projetar os sonhos e tirá-los do papel, é preciso tirar a bunda do sofá. É preciso ser esperançoso, pelo menos, já que não se pode ser otimista hoje em dia, a esperança tem que nos guiar. É preciso conquistar. É preciso tanta coisa. Ilusões são uma grande distração, é quase um droga. É uma droga se iludir com o par perfeito, com altas viagens, com uma condição de vida legal, sem fazer nada pra isso. É preciso ir atrás.
E o combustível está dentro de nós, só falta ligar o motor. Se isso é um incentivo para mim? Talvez.

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

A Amizade e o seu Desgaste
Felipe Vale13:00 1 comentários




É muito comum logo quando se faz um amigo(a), achar que aquela amizade irá se perdurar por muito tempo, ou talvez para "sempre". É muito comum também achar que desentendimentos nunca acontecerão, o que não é verdade na maioria dos casos. Digo "na maioria" porque tenho amigos com quem isso nunca aconteceu, e espero que não aconteça nunca e que conheço pessoas também que nunca se desentenderam. Enfim, voltando ao ponto, quando se faz uma amizade é tudo muito lindo, é tudo muito perfeito, a sincronia é perfeita, mas ao longo do tempo alguns desses queridos amigos vão se tornando "queridos" estranhos. Mas por que isso? Eu queria entender, pois já tentei reatar tantas amizades e falhei. Quase sempre partiu da minha parte falar com alguém, dar um "Oi" e perguntar "Como você está?" no caso de muito tempo sem contato, mesmo depois de meses. Se não fiz isso em algum caso é porque essa pessoa realmente me decepcionou. E com isso eu venho me perguntando se com o passar do tempo eu vou me "desbotando"? Vou perdendo a vida, a conexão, os vários "em comuns" que eu tinha com aquela pessoa? Ou vou sendo substituído? Talvez vou me tornando um alguém muito chato? Afinal, pessoas novas podem entrar na nossa vida a qualquer momento, mas não acho que isso seja motivo para haver uma espécie de troca. A não ser que alguma das partes tenha feito algo de ruim em geral. Hoje, eu simplesmente cansei de reatar amizades. Não vale a pena, mas é tão doloroso. É doloroso porque momentos difíceis já foram vivenciados, momentos de risadas, momentos de alegria entre ambas as partes. Não vale a pena, porque simplesmente não vale a pena se só um se importa. Se só um continua batendo na mesma tecla. E jogar tudo isso fora não é fácil, aliás, talvez nem é preciso jogar fora mas ao mesmo tempo que não é preciso machuca tanto ter esses momentos guardados numa espécie de baú abandonado. Será que é tão difícil falar um simples "Oi, tudo bem?" às vezes? Às vezes! Não precisa falar com alguém necessariamente todo dia. Será também que é possível ter sido chamada de amizade uma relação que foi tão boa e hoje uma das partes agir totalmente seca com você? É difícil lidar com isso. Eu não quero dizer que uma amizade não tenha que ter brigas. Brigas e desentendimentos fazem parte, são necessários às vezes, mas se causam o fim de alguma amizade, então aquilo nunca foi verdadeiro. É preciso deixar o amor prevalecer. A amizade é um dos laços mais bonitos que são criados. Mas nada é perfeito, como sempre. Talvez esses desgastes, esses "já estou de saco cheio" são precisos para mostrar quem realmente são as pessoas que merecem estar ao seu lado. Aquelas que nunca mudaram o modo de agir contigo, que nunca se tornaram secas ou estranhas, que nunca sentiram inveja ou vergonha do que você é, que entram no "modo criança" e no "modo adulto" quando necessário, que fazem palhaçadas, que se importam, que não mintam e enfim. Essas sim são pessoas que merecem ser levadas para a vida inteira. Essas sim são as que contribuem para a palavra amizade ter o seu sentido. Afinal: A amizade, nem mesmo a força do tempo irá destruir. Finalzinho clichê sempre é bom pra reflexão. 
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sábado, 21 de fevereiro de 2015

Doce Infância
Daniele Souza15:16 0 comentários



Gostaria de começar ressaltando que eu não acho que tive a infância perfeita nem nada disso, mas sempre tive a ideia de que mantermos o nosso lado "criança" vivo dentro de nós é um  bom caminho para viver uma vida mais leve e doce. As vezes até acho que levo isso à sério demais e parece que meu lado "criança" compõe, na verdade, boa parte de mim. Me permito quase sempre usar meu olhar inocente, rir de bobagens, fazer pirraça e graça com quem é mais próximo e me sinto íntima [...] Sei que sou bem mais madura do que aparento para muita gente, mas afinal, pra que ser madura o tempo inteiro? Maturidade demais pesa. Ser adulto também. Faço mesmo é questão de permitir que o meu lado criança exista, e que todos os meus lados experimente essa criança interna.
Mas as vezes eu paro pra observar as crianças da geração moderna, digamos assim, e me questiono que tipo de infância elas têm. A sensação que fica em mim, é de que a infância vem sendo retirada delas pouco a pouco. E aí? Que tipo de referencial essas crianças têm do que é ser criança?

Bom, eu não sou de uma geração tão distante desta. Nasci nos anos 90 e a ~tecnologia~ já estava dando as caras há algum tempo mesmo que de forma ainda acanhada. Então eu experimentei as febres do momento, como por exemplo tamagotchi, mini-game, walkman, alguns videogames que meu irmão teve e que eu adorava jogar, os desenhos que passavam todas as manhãs em vários canais da TV aberta.. era difícil escolher qual assistir!
Mesmo com isso, que para nós era tecnologia, não se deixava de investir em novos tipos de "brinquedos" e novos meios de brincar. Lembro dos álbuns de figurinhas, os tazos, o guaraná "caçulinha" pokémon que vinha um pokémon dentro de uma pokébola junto com o guaraná kkkk, os push pop que eram uma delícia! os geloucos e outros brindes da coca cola que te fazia colecionar as tampinhas pra juntar pontos... Entre tantas outras coisas que tinha um graaaande marketing por detrás (confesso que enxergo isto), mas que deu um gostinho muito especial a minha infância e a infância de muita gente da mesma época, que com certeza faz muita falta e acredito que mostra também uma certa despreocupação da indústria/comércio de produzir e vender esse tipo de coisa. 

Ou seja, tudo isso que citei, e que faziam nossas brincadeiras com os amigos um pouco mais divertidas, hoje,  perderam espaço para smartphones, tablets etc. O que considero uma pena, tendo em vista que mesmo com todas essas formas de entretenimento que nos eram dada, brincar na rua com os amigos, primos, irmãos, ir ao parquinho, brincar na gangorra, escorregador, balanço... Ainda era muito divertido, coisa que não é muito comum hoje. As crianças realmente preferem brincar com seus smartphones e tablets a ir ao parque, por exemplo. Falo isso porque vi uma entrevista num programa de TV em que uma menina afirmava isso. Ela dizia que até gostava de brincar com os amigos, mas não negava sua preferência pelo tablet. 

Enfim, sei que estou dando bastante ênfase ao "brincar" ao "entretenimento" e pode parecer que acho que ser criança e ter infância seja apenas isso. Não. Porém destaco as diferenças que existem entre as brincadeiras de alguns anos atrás e as de atualmente pois o brincar têm função de interação social, aprendizagem e contribui de maneira importantíssima para o desenvolvimento da criança e a forma de entretenimento atual vem afetando, acredito eu, de modo bem negativo a maneira de se vivenciar a infância dos dias de hoje.

Como se não bastasse boa parte das emissoras de TV aberta terem retirado sua programação infantil com desenhos etc, e a tecnologia estar se "infiltrando" desde muito cedo na vida das crianças como forma de entretenimento fazendo com que elas se prendam a basicamente esta forma de se entreter, ainda existe o fato de que essas crianças querem ser e agir como adultos cedo demais. E percebo isso mais marcante nas meninas. Querendo usar as maquiagens da mãe, querendo usar salto, ir para baladas etc... Não é muito difícil encontrar meninas muito novinhas se expondo desse modo em redes sociais.

Não faço bem uma crítica a elas, mas sim, aos elementos que englobam a vida dessas garotas que contribuem para que elas tenham esse tipo de comportamento o qual é muito precoce e tira toda a magia de ser criança.Tão pouco tenho a intenção de condenar este novo estilo de vida dessas crianças, não é bem isso. Até compreendo que os tempos mudam e muita coisa muda junto. Mas eu percebo uma grande desvalorização desta fase quando vejo crianças com os tipos de atitudes citadas acima, querendo pular etapas e "correr" de encontro à vida adulta sem ter idade nem cabeça pra isso. Sem ainda ter chegado perto de sentir o "medo" e a pressão de estar crescendo. Sim, crescer e se aproximar da vida adulta, ter que encarar novas responsabilidades, tomar decisões que poderão mudar o rumo da sua vida gera um medo danado! Ser adulto parece mais legal, só parece. Quando você se aproxima realmente de viver isso percebe a furada que se meteu kkkk

Defendo que é importantíssimo aproveitar a infância como ela é. Sem pressa. Experimentar o melhor de ser criança e guardar esse melhor dentro de si, e quando essa fase passar, que você possa, a partir disso resgata-la e reviver esses momentos doces que vão se tornando cada vez mais raros.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Expectativas vindas de um alguém
Felipe Vale14:46 0 comentários




Muitas das vezes eu costumava esperar coisas vindas de outras pessoas. E isso não é nada bom. Não é nada bom, pois até mesmo em geral criar expectativas já não tem lá suas vantagens por motivos de: consequências boas e ruins. Mas voltando ao assunto, não é bom criar expectativas sobre alguém, sobre o que você quer que aquela pessoa seja ou faça, só porque num primeiro momento você a achou legal e você achou que ela jamais faria algo que você não concordasse. Só é uma pena que achar legal não defina os atos daquele indivíduo. Por exemplo, esperar que alguém te surpreenda, isso muita gente faz. E muita gente acaba decepcionada. É preciso aceitar as pessoas como elas são e é preciso entender que muitas das vezes elas não vão te surpreender, elas não vão fazer algo que você queria, entre outras coisas. Não esperar nada é o melhor, porque caso aconteça, o lucro é certo. Lucro, nada mais. É melhor não esperar nada e ser surpreendido do que esperar e não acontecer. No meu caso, tenho vários exemplos, e sinceramente não sei porque eu esperava coisas dos meus amigos, dos meus parentes...? Esperava atos que não fossem feitos e atos que fossem feitos, características que antes eu não via mas passei a ver depois e etc. Eu cansei disso, eu precisei colocar na minha cabeça que ninguém jamais será 100% do jeito que você quer, e caso apareça, saber dar valor é essencial porque é raro acontecer. Mais uma vez, aceitar as pessoas como elas são, é o melhor a se fazer, aceitar os defeitos tanto quanto as qualidades são aceitas, porque no final o choro sempre é livre. Pode parecer um bobo exemplo, mas me lembrei de uma parte de "A Culpa é das Estrelas" quando a Hazel vê o Augustus tirando um cigarro e colocando na boca e ela disse algo como que se pra ela "acabasse aquela coisa toda" que ela sentia por ele, por fim das contas, ele nem fumava e etc, mas enfim... pequeno exemplos como o da história de a gente conhecer uma pessoa e depois saber que ela fuma, dependendo da pessoa é meio difícil de engolir a situação, mas no final das contas é preciso aceitar... esse é um mínimo exemplo porque às vezes tem piores, como descobrir um passado negro de alguém e etc... simplesmente a palavra para superar é essa: aceitar. É difícil querer mudar as coisas... então aceite as pessoas como elas são, é claro que é possível mudar alguém, e às vezes é até necessário, como alguém viciado em drogas e etc, mas fora essas situações, a realidade precisa prevalecer nas nossas relações interpessoais, é preciso saber dizer não as ilusões e expectativas.
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Antissocialidade Social
Felipe Vale16:52 0 comentários


Difícil. É isso mesmo: difícil. Mas gente, é tão difícil! Tããããããõ difícil! É tão difícil que fica até difícil falar outra coisa que não seja "difícil". Mas vamos tentar. Vamos começar com base nos nossos queridos dicionários online:

Para o termo "Comportamento Antissocial" podemos encontrar:

"[...] O termo antissocial também é aplicado no senso comum a pessoas com aversão ao convívio social, como a fobia social, introvertidas, tímidas ou reservadas (que não é sinônimo do termo "antissocial" referente à psiquiatria, o mais correto para estes casos de acordo com a psiquiatria é o termo misantropia).[...]" 
Fonte: Wikipédia

Para "Introspectivo" podemos encontrar:
1. "Pessoa retraída, que na maioria das vezes, fecha-se em seu mundo, deixando de interagir com o ambiente que integra e até corre o risco de tornar-se depressiva, pois na maioria das vezes, vive seu momento não dividindo nada com ninguém. Não generalizando, existem pessoas que preferem viver seu momento, pois só assim conseguem a paz que anseiam, até um momento para refletir, estar só consigo. Pessoas que preferem discutir seus problemas e anseios consigo mesma. Pessoas tímidas e até em alguns momentos inseguras."

2. "Que examina a si mesmo."
Fonte: Dicionário Informal 

AGORA JUNTA ISSO TUDO E VÊ NO QUE DÁ HEUHEUEHUE
Pois é. Não é nada fácil pra alguém que é introspectivo, ou tímido, ou mais quieto ou introvertido, ou qualquer coisa afim, ser o que a maioria é, ser SOCIAL. E sabe o que acontece ser você não for social? Acertou. Você é julgadzzzz. Ah, mas é sim! Começam até te chamar de "santinho do pau oco" & cia, é tão engraçado. É sério, é engraçado mesmo, eu particularmente rio horrores. É lógico que ser uma pessoa que fica 24h por dia jogando minecraft não dá, ou então se isolar completamente forever and ever, não vai nem na esquina comprar um pão porque vai ter que falar com o padeiro quantos pães irá querer ou não falar com simplesmente ninguém ou ter medo a toa de pessoas comuns, aí é claro que não é legal, é um problema, vamos admitir. Mas eu não vejo mal nenhum em alguém que seja mais reservado, que não gosta de dar detalhes de si para a sociedade inteira ou para as redes sociais, que não gosta de ir a baladas, bailes funk, sair dando pra qualquer um, sair falando com todos que vê pela frente, falar alto, rir alto, se escancarar todo e etc. Estou falando do meu caso. Eu sou bem reservado, até que eu sei conversar com alguém facilmente e educadamente desde que essa pessoa se permita aprofundar em uma conversa. Mas em geral, sou alguém extremamente quieto, é bem difícil eu ficar eufórico, isso só acontece em picos de felicidade mesmo e olhe lá, nem mesmo sei se o som da minha voz tem alguma vibração. Não vejo mal em ser assim, sei me virar quando tenho que me comunicar falando ou expressando algum movimento se for o caso, mas se não precisar, não espere que eu faça isso. O ruim de toda essa história, é que sempre vai ter alguém pra falar na seu ouvido, sempre vai ter alguém pra contestar o seu comportamento, só porque você é um tanto tímido, sempre vai ter alguém que vai te achar uma puta ou um "rei delas" porque você age como uma... pessoa... quieta???!!! Não entendo, não mesmo... dá até sono enquanto escrevo isso. Moral da história: seja como for, sempre haverá críticas e incomodações de quem nem tem a ver com isso. É claro, que para nós, introspectivos e tímidos e introvertidos e cia, que gostamos de fazer miçanga enquanto pensamos na vida em momentos de solidão, temos que saber ser ao contrário em um emprego por exemplo, em uma sala de aula ou em algum trabalho acadêmico, mas fora isso, não vejo mal. Nenhum, sério mesmo. Acho que isso faz parte da personalidade de cada um, e pode até parecer meio clichê, mas cada um... é cada um... e não há problema nisso. :)

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