terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

O Dinheiro e a Felicidade
Felipe Vale13:45 0 comentários


Agora a pouco estava olhando a tamanha beleza que as nuvens formavam no céu ao lindo som apaixonante do violino de Lindsey Stirling... a beleza era tão grande que até afetou meu vocabulário no começo desse texto deixando-o mais bonito. A verdade é que me permito se perder no tempo alguns minutos olhando para as nuvens e admirando o quão lindas são e isso só aguça mais ainda a minha vontade de ser livre. Olhar para o céu enevoado só me faz trazer uma das sensações que eu mais gostaria de sentir, de ser livre, de sair do meu "habitat natural" vulgo meu bairro/cidade/estado ou até mesmo país e sair pelo mundo, fazendo alguma coisa, talvez o bem para os outros ou para mim, talvez o inovador, talvez os dois, ou seja lá o que for, descobrir tudo o que o mundo tem a me oferecer de melhor. Virar um pássaro, sair voando, sem limites. Porém, algo sempre me faz cair do voo utópico da minha mente como se uma flecha estivesse me acertando, eu, o passarinho. Penso para que isso aconteça, o tanto de sacrifícios que terei passar e aguentar para chegar a liberdade. O sacrifício que leva ao dinheiro, da forma mais honesta possível. Não posso negar que isso em parte desanima, você ter que passar sempre pelo ruim, sempre ter que provar o amargo para saber o que é o doce, mas ao mesmo tempo a vontade de passar por tudo isso logo só aumenta e me engradece no bom sentido. Isso tudo me faz pensar, que o dinheiro inegavelmente no fim sempre acaba comprando a felicidade. A minha vontade de ser livre depende do dinheiro. Como vou sair por aí sem dinheiro? Dinheiro. Dinheiro. Dinheiro. Quem somos nós, pobres mortais sem o dinheiro nos dias de hoje? Ninguém. Sim, ninguém, para a sociedade capitalista que sempre fomos, quem são os moradores de rua, por exemplo. Eles são alguém para nós? Temos repúdio deles, temos medo, os ignoramos diariamente, não olhamos, não os ajudamos, só pensamos em si. Isso é tão triste, não somos nada sem bens materiais, chego a me perguntar se temos algum valor. O dinheiro nos faz ser quem somos, o dinheiro compra os bens materiais, para adquirirmos conhecimentos, nos alimentarmos, termos onde morar e assim termos uma vida e nos formamos como pessoas ao longo dos anos. A minha liberdade depende do dinheiro, o dinheiro que vai para a companhia aérea para me levar ao lugar, para o país, para o estrangeiro, para tudo. O que é de graça afinal? Um amor? Uma amizade? Entre pessoas? Entre pessoas e animais? Entre o que? Com quem? É muita a coisa a se pensar. Karl Marx era sonhador demais, ou só queria as coisas como elas na verdade teriam que ser? Este não é um pensamento ou um texto à favor de esquerda ou de direita, é um pensamento que sempre me pergunto e sempre me vejo sem saída, é muito mais uma questão de essência humana, do que mais para o lado de política e afins. Enfim... enquanto a saída, pelo menos a minha, para a liberdade é continuar lutando e enfrentando os desafios que a vida nos presenteia, vou continuar admirando as nuvens por mais um tempo, já que isso talvez seja de graça, ao som do violino, e tentar ao máximo me desviar das possíveis flechas em formato de cifrão. 
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